A empresa
A RIZOFLORA foi criada como resultado de 20 anos de pesquisas na área de fitopatologia e tem como foco de negócio o controle biológico de pragas agrícolas, inicialmente o combate aos nematóides das galhas. É uma empresa vinculada à Incubadora de Empresas de Base Tecnológica do CENTEV/UFV. Sua missão é oferecer soluções biocompatíveis de alta qualidade e eficácia no combate aos nematóides.
A RIZOFLORA possui contrato de compartilhamento com a Universidade Federal de Viçosa, o qual possibilita que ela utilize parte da estrutura da instituição, beneficiando-se da Lei da Inovação, que formalizou a relação entre as universidades (ICTs) e empresas. A Rizoflora é também sócia-fundadora da Associação Brasileira de Empresas de Controle Biológico - ABCBIO.
É a primeira empresa no Brasil a ser investida pelo CRIATEC, fundo nascido a partir de iniciativa do BNDES e gerido pela Antera Gestão de Recursos S.A., o Criatec é um Fundo de Investimentos de capital semente destinado à aplicação em empresas emergentes inovadoras. Tem como objetivo obter ganho de capital por meio de investimento de longo prazo em empresas em estágio inicial (inclusive estágio zero), com perfil inovador e que projetem um elevado retorno.
Além do investimento, o Criatec participa ativamente da gestão das empresas, dando suporte estratégico e gerencial ao empreendedor, ajudando na seleção e formação da equipe, definindo metas e acompanhando os resultados. O estilo é “mão na massa” e o objetivo é a construção em conjunto.
Inovação Tecnológica
“Uma inovação tecnológica de produto é a implantação/comercialização de um produto com características de desempenho aprimoradas de modo a fornecer objetivamente ao consumidor serviços novos ou aprimorados. Uma inovação de processo tecnológico é a implantação/adoção de métodos de produção ou comercialização novos ou significativamente aprimorados. Ela pode envolver mudanças de equipamento, recursos humanos, métodos de trabalho ou uma combinação destes.” (MANUAL DE OSLO 2004).A principal inovação da RIZOFLORA é o desenvolvimento de produtos para combater fitonematóides que estão inseridos no contexto de controle biológico.
A RIZOFLORA desenvolve produtos baseados nas seguintes tecnologias: (1) fungo Pochonia chlamydosporia, (2) bactéria Pasteuria penetrans, (3) rizobactérias e (4) produtos naturais Biofumigantes. A Pochonia chlamydosporia será a base do produto utilizado pela RIZOFLORA para entrada no mercado, por (1) ser mais escalonável, (2) ter processo de produção mais controlável, e (3) já ter bons resultados nos testes de laboratório e em casas de vegetação.A tecnologia da RIZOFLORA tem forte aplicação em culturas não tolerantes ao nematóide, em especial: (1) perenes, como fruteiras de árvore e café; (2) olerícolas (cash crops) como verduras e fruteiras de ciclo anual; (3) plantas ornamentais; (4) orgânicas; e (5) cultivo protegido. Os produtos da RIZOFLORA substituem o uso de agrotóxicos no controle de pragas agrícolas.
Pochonia chlamydosporia apresenta a vantagem de se desenvolver na superfície das raízes, colonizar as massas de ovos e eliminar de uma só vez vários ovos produzidos por um único nematóide. Em adição ao efeito direto do parasitismo sobre o desenvolvimento embrionário, existe o efeito enzimático sobre a casca do ovo, aumentando sua permeabilidade e facilitando a passagem de possíveis toxinas produzidas pelo fungo no ambiente, pois os juvenis de primeiro estádio (J2) não eclodem quando o fungo está presente. O controle biológico é feito também pelo ataque às fêmeas, diminuindo drasticamente a população dos parasitas no solo e também nas raízes.Outro fato relevante e que confere ao fungo sobrevivência no solo em condições pouco favoráveis ao seu desenvolvimento é a produção de clamidósporos, estruturas de resistência que favorecem o estabelecimento e garantem uma reserva nutricional para um razoável período de tempo
Os produtos que em breve a Rizoflora colocará no mercado serão granulados, um deles com a granulometria fina (do tipo argila) para poder ser utilizado na irrigação por gotejo ou pivô central, levando maior funcionalidade e diminuição dos custos ao produtor rural; o outro produto com granulometria média (do tipo areia).
Quanto à instrução de uso, a mais eficiente é a dispersão e incorporação do produto no solo de 10 a 15 dias antes do plantio, se possível com adição de alguma matéria orgânica. Para os casos de cultivos perenes já instalados a recomendação é a dispersão na projeção da raiz também associada a matérias orgânicas e contando agora com um prazo de cerca de dois meses para o fungo agir no solo e demonstrar resultados visíveis na cultura.




